A 3 de Agosto de 1959, em resposta a uma greve iniciada pelos estivadores e marinheiros do porto de Pidjiguiti, na Guiné-Bissau, as tropas coloniais portuguesas massacraram 40 a 70 pessoas e deixaram centenas de feridos e presos.

Os trabalhadores das docas, que trabalhavam para a poderosa Casa Gouveia, um monopólio comercial do grupo português CUF, haviam iniciado uma greve por melhores salários e, apesar da Casa Gouveia ter aceite as reivindicações, o administrador colonial do porto de Pidjiguiti decidiu que não iria aceitar. Em resposta, os trabalhadores pararam de trabalhar, bloquearam o portão do porto, armaram-se com paus e aguardaram. Para se demonstrar irredutível, a tropa portuguesa e a PIDE (polícia secreta) avançaram contra os trabalhadores guineenses, disparando a matar, deixando entre 40 a 70 mortos, mais de 100 feridos e dezenas de presos, muitos dos quais viriam a ser torturados, com a intenção de se obter informação sobre quem seriam os cérebros por detrás da greve, porque as autoridades portuguesas consideravam impossível que “indígenas analfabetos” organizassem uma greve desta envergadura. Este acontecimento acelerou e modificou qualquer pretensão de moderação dos jovens que estavam a formar a resistência organizada ao poder colonial. Ficou claro que Salazar nunca iria aceitar uma autonomia administrativa. Era preciso dar início à luta armada. Era preciso sair dos centros urbanos controlados pelos portugueses. Era preciso formar e armar uma guerrilha. Nascia assim o PAIGC – Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde.

Apenas para contextualizar: Até 1961 esteve em vigor o regime do indigenato, que permitia o trabalho forçado de pessoas nativas africanas na Guiné, Angola, Moçambique e São Tomé. Em 1959, a maioria ainda se encontrava nesta situação similar à escravatura, ou a receber baixíssimos salários.

Fonte: https://www.instagram.com/historiaclassetrabalhadora/

Libras, Escudos, a Companhia de Moçambique e a cidade da Beira

Caixa Geral de Depósitos

Gabinete do Património Histórico da Caixa Geral de Depósitos

Nuno Carvalho Fernandes

Setembro de 2012

Texto integral:

https://www.bnu.tl/Grupo-CGD/Historia-BNU/Papel-BNU/Documents/Banco-da-Beira.pdf

DOI: http://dx.doi.org/10.242661/2183-816×2508

Colonialismo e anticolonialismo em contos angolanos de João Melo

André Luis Mitidieri

Rejane Seitenfuss Gele

Veredas: Revista da Associação Internacional de Lusitanistas, n. 25, tp. 149–170, jan./jun. 2016

Acesso ao texto integral:

https://revistaveredas.org/index.php/ver/article/view/374/357

ENSAIO BIBLIOGRÁFICO
CAMPOS V. 24 N1/2 P.292-304 – JAN.DEZ.2023
HTTP://DX.DOI.ORG/10.5380/CRA.V24I1.86409

Um olhar antropológico para as classes médias angolanas ou aquilo que não nos livramos do colonialismo

Vinícius Venancio

Universidade de Brasília (UnB), Brasília, Distrito Federal, Brasil

https://orcid.org/0000-0003-3245-1204

vini.venancio2@gmail.com

Texto integral:

https://www.academia.edu/121912599/Um_olhar_antropológico_para_as_classes_médias_angolanas_ou_aquilo_que_não_nos_livramos_do_colonialismo

Os crimes da PIDE/DGS em Moçambique (1964 – 1974)

Beira. Destruir e silenciar

Maria José Oliveira

Investigação Público, 13 de Julho de 2025

Texto integral;

https://www.publico.pt/multimedia/interactivo/crimes-pide-dgs-mocambique-provas-violencia-terror/beira-destuir-silenciar

Exploradores Portugueses em África

Filipe Verde

Visão História – Junho 2021

«África foi o último continente a ser explorado pelos europeus – exceção feita à gélida e desabitada Antártida. Em meados do século XIX os mapas representavam o seu interior de uma forma largamente imaginária, quando não o deixavam simplesmente em branco…»

Ler texto integral em:

https://www.academia.edu/115130015/Exploradores_Portugueses_em_África?email_work_card=thumbnail

Le Parti communiste portugais et la question coloniale, 1921-1974.

Judith Manya

https://theses.hal.science/tel-01460495v1

Submitted on 18 Feb 2017

Uma Análise do Percurso da Ideologia Colonial Portuguesa em Relação à África (1928-1961). Cadernos de História Oficina de História – Ano 9 n° IX – 2012. pp.108 – 128.

UMA ANÁLISE DO PERCURSO DA IDEOLOGIA COLONIAL PORTUGUESAEM RELAÇÃO À ÁFRICA (1928-1961)

 Luiz Henrique Assis de Barros1

1NEAB-UFPE. Licenciatura e Bacharelado em História pela Universidade Federal de Pernambuco (U.F.P.E.)

https://periodicos.ufpe.br/revistas/index.php/cadernosdehistoriaufpe/article/view/110098

Causas do Colonialismo Português em África, 1822-1975. Análise Social Vol. XXXIII, 146-147, 269-302. 1998

PEDRO LAINS

Editora JSTOR

Data da Publicacão:1998

Nome da Publicação:  Análise Social

https://www.academia.edu/12225157/Causas_do_Colonialismo_Português_em_África_1822_1975_Análise_Social_Vol_XXXIII_146_147_269_302_1998?email_work_card=title

Geopolíticas da descolonização

As diplomacias subalternas da África lusófona (1961-1974)

Federico Ferretti

Open Edition

Journal

Edição electrónica

URL: https://journals.openedition.org/terrabrasilis/10988

ISSN: 2316-7793

Editora

Rede Brasileira de História da Geografia e Geografia Histórica

Referência eletrónica 

Federico Ferretti, «Geopolíticas da descolonização», Terra Brasilis [Online], 17 | 2022, posto online no dia 30 junho 2022, consultado o 30 dezembro 2022. URL: http://journals.openedition.org/terrabrasilis/10988

Testemunhos em fragmentos: memórias do colonialismo português na peça Amores Pós-Coloniais

Roberta Guimarães Franco

Gragoatá, Niterói, v.25, n. 53, p. 993-1015, set.-dez. 2020

«RESUMO – A companhia teatral Hotel Europa, codirigida por André Amálio e Tereza Havlíčková, estreou, em fevereiro de 2019, no Teatro Nacional D. Maria II, em Lisboa, a peça “Amores pós-coloniais”, a quarta da série de teatro documental dedicada a Portugal contemporâneo – Portugal não é um país pequeno (2015), Passa-porte (2016) e Libertação (2017). Em Amores pós-coloniais, seis atores – três homens (dois brancos e um negro) e três mulheres (uma branca e duas negras) – dividem o palco, contando histórias de relações amorosas marcadas pela Guerra Colonial, pela descolonização e por uma sociedade portuguesa que nutre um “pensamento que ainda não se descolonizou” …»

Link:

https://www.academia.edu/66974267/Testemunhos_em_fragmentos_memórias_do_colonialismo_português_na_peça_Amores_Pós_Coloniais_1?email_work_card=title

A «missão civilizadora» do colonialismo português
Victor Gonçalves Silveira Barros

Revista Angolana de Sociologia 

11 | 2013

Edição electrónica

URL: http://journals.openedition.org/ras/386

DOI: 10.4000/ras.386

ISSN: 2312-5195

Editora

Sociedade Angolana de Sociologia

Edição impressa

Data de publicação: 1 junho 2013

ISSN: 1646-9860

Referência eletrónica 

Víctor Barros, « A «missão civilizadora» do colonialismo português», Revista Angolana de Sociologia

[Online], 11 | 2013, posto online no dia 09 dezembro 2013, consultado no dia 22 setembro 2020. URL:

http://journals.openedition.org/ras/386; DOI: https://doi.org/10.4000/ras.386

RESUMO

Neste artigo o autor comenta e desenvolve as teses de Miguel Bandeira JERÓNIMO publicadas em 2010: Livros Brancos, Almas Negras: A «Missão Civilizadora» do Colonialismo Português (c. 1870-1930).Lisboa: Imprensa de Ciências Sociais, 305 p. ISBN: 978-972-671-256

… «O autor põe em destaque a problemática do trabalho indígena nas colónias africanas, analisando os processos de recrutamento e utilização de mão-de-obra nativa no quadro das ambições da economia colonial e imperial (portuguesas e estrangeiras) da segunda metade de Oitocentos e as primeiras décadas da centúria seguinte» …

https://www.academia.edu/87040164/A_missão_civilizadora_do_colonialismo_português?email_work_card=title

Portugal em África: a administração de Mousinho

de Albuquerque em Moçambique (1896 – 1898)

Thiago Sampaio

TEXTOS & DEBATES, Boa Vista, n.24, p. 7-24, referência 2013. Publicação 2015

Texto integral:

https://www.academia.edu/14195415/Portugal_em_África_a_administração_de_Mousinho_de_Albuquerque_em_Moçambique_1896_1898_?email_work_card=title

O Salazarismo e a PIDE: política de repressão em Angola

MENDONÇA, Anderson Guimarães

«Resumo: Este artigo tem como objetivo estudar a formação da PIDE, aparato policial criado no bojo pós-segunda Guerra Mundial como instrumento repressivo do regime fascista português, que permaneceu na Europa até meados da década de 70 do século XX. Em face de um grande número de insurgências contra do Estado Novo de Portugal, Oliveira Salazar resolveu expandir seu aparato policial às possessões ultramarinas a fim de evitar sublevações de ordem “subversiva” ou de enfrentamento com as bases ideológicas do regime (religião, autoridade, etc.). Dessa forma, pretendemos analisar a formação desta polícia, mostrando suas práticas com a política de inferiorização do africano, estendendo sua área de atuação no que se refere ao império colonial português, em consonância com o período histórico ao qual ela estava inserida

FACES DA HISTÓRIA, Assis-SP, v.5, nº2, p. 297-315, jul.-dez., 2018

Texto integral:

https://www.academia.edu/38083628/O_Salazarismo_e_a_PIDE_política_de_repressão_em_Angola?email_work_card=title

Estudos Ibero-Americanos

MeMórias da Violência colonial: reconhecimentos do passado e lutas pelo futuro

https://doi.org/10.15448/1980-864X.2019.2.32857

Luso(A)fonias. Memórias cruzadas sobre o colonialismo português

Rosa Cabecinhas

Universidade do Minho, Braga, Portugal.

Editor:  EDIPUCRS

Data da Publicação:  2019

Nome da Publicação:  Estudos Ibero-Americanos

Texto integral

https://www.academia.edu/90653081/Luso_A_fonias_Memórias_cruzadas_sobre_o_colonialismo_português

Luso(A)fonias. Memórias cruzadas sobre o colonialismo português

Rosa Cabecinhas

Universidade do Minho, Braga, Portugal.

Resumo

«Neste artigo revisitamos um conjunto de estudos sobre as representações sociais da história nacional realizados junto de jovens em Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal e Timor-Leste. Em cada um desses países foram recolhidos dados com vista a examinar as representações sociais da história nacional e as emoções associadas aos acontecimentos considerados mais marcantes, entre os quais se destacaram os referentes ao processo de colonização e as guerras de libertação. Os resultados apontam para ambiguidades, ambivalências e contradições nas representações sociais da história que “liga” os países de língua oficial portuguesa. De um modo geral, observa-se um “desencontro” das memórias sobre o passado colonial. Esse desencontro das memórias sobre o “passado comum” é particularmente evidente quando comparamos as memórias históricas de jovens angolanos e de jovens portugueses: enquanto os participantes portugueses destacam os descobrimentos os participantes angolanos destacam a escravatura, o tráfico de escravos e os massacres. Tomando de empréstimo a expressão de Mia Couto (2009), globalmente os resultados espelham Luso(A)fonias e demonstram o quão desafiante é a escuta ativa de outras fonias.»

2019, Estudos Ibero-Americanos

Editora: EDIPUCRS

https://www.academia.edu/90653081/Luso_A_fonias_Memórias_cruzadas_sobre_o_colonialismo_português?email_work_card=title