Património Africano

Nem só pessoas foram extorquidas à sua terra. Os cidadãos
africanos são tão criativos, artistas criadores ou artesãos como os
outros humanos. É a nossa natureza. Acontece, todavia, que os
colonizadores e outros curiosos trouxeram por acaso, compraram a
baixo preço ou extorquiram pelas armas, objectos pertencentes aos
africanos. A sua história e o seu conceito são uma questão do sec.
XXI, tanto tempo depois. Mas existe.

Dia de África

Estação Central dos Caminhos-de-Ferro de Maputo: Uma das mais belas do Mundo

Nilsa Batalha

A Estação Central dos Caminhos-de-Ferro de Maputo (CFM) foi considerada, por diversas vezes, uma das mais belas do mundo. A revista norte-americana Time colocou-a como a terceira estação ferroviária mais bela num ranking que incluiu todas as infra-estruturas do género em todo o mundo, das mais “modestas” às mais famosas.

12/05/2024  

© Fotografia por: DR

A pesquisa tomou em consideração o traçado arquitectónico e o seu nível de conservação, algo que, no caso da imponente obra, casa a história com o empenho da instituição que a tutela, a empresa Portos e Caminhos de Ferro de Moçambique, em conservá-la.

A estação ferroviária de Maputo é uma obra secular concebida, segundo algumas fontes, pelo arquitecto francês Gustave Eiffel, célebre por ser o criador de várias obras no mundo e que têm como traço comum o uso do ferro na sua execução. Outras fontes, entretanto, atribuem a sua concepção aos arquitectos Alfredo Augusto Lisboa de Lima, Mário Veiga e Ferreira da Costa.

A Estação Central de Maputo dos CFM foi inaugurada em Março de 1910, dois anos depois do início da sua construção. Contudo, a imponência com que se lhe conhece hoje só se verificaria a partir de 1916.

Actualmente, para além de estação ferroviária por onde passam milhares de passageiros e mercadorias de/e para Maputo (também para os vizinhos Zimbabwe e África do Sul), é também um local de cultura. Nela, vários eventos de carácter cultural e artístico têm sido promovidos.

O Museu dos CFM foi inaugurado a 11 de Junho de 2015 e está sediado na Estação Central dos Caminhos-de-Ferro, em Maputo. Nas paredes e estrutura exterior da mesma, está a exposição com imagens das 10 Mais Belas Estações Ferroviárias do Mundo entre as quais está, claro, a Estação Central dos CMF.

O emblemático edifício da Estação Central de Maputo é um dos símbolos mais antigos e de maior significado da empresa CFM, da cidade de Maputo e de Moçambique. É algo que sobressai numa cidade que, acompanhando os tempos modernos, tem também edifícios mais altos nas redondezas, mas onde se destaca esta pérola da arquitetura.

 Fonte: viajecomigo/gm54.wordpress

NATRON
Lago da Tanzânia onde os animais são transformados em estátua de sal

O Lago Natron, situado no Norte da Tanzânia, próximo da fronteira com o Quénia, no Grande Vale do Rift, é conhecido pelas suas águas rosa-vermelha, cor causadapor microrganismos halofílicos. Tendo como pano de fundo o dramático vulcão OlDoinyo Lengai, o lago oferece uma experiência inigualável para aventureiros e amantes da natureza.

É um dos lugares mais tranquilos de África. Mas, a sua aparência engana: as suas águas possuem um segredo fatal. Devido à composição química rara, o lago acaba petrificando os animais que entram nele. As suas águas possuem um pH extremamente alcalino, que fica entre 9 e 10,5.

O Natron é uma bacia endorreica, de origem tectónica e com apenas três metros de profundidade, mas 22 quilómetros de largura e mais de 50 de comprimento.   É alimentado pelo rio EwasoNg’iro, no Quénia, e é a sua proximidade a um vulcão activo que o torna num belo e mortal lago vermelho. O alto nível cáustico das suas águas pode causar grandes danos, queimar a pele e os olhos dos animais. Isso acontece devido ao carbonato de sódio e outros minerais, que vão parar dentro do lago em decorrência de materiais que vêm das colinas próximas ao rio.

O carbonato de sódio, que já foi usado em processos de mumificação no Egipto, faz com que os animais mortos no lago fiquem conservados e automaticamente tornam-se estátuas salinas. Outro factor que interfere no ecossistema do lago é a temperatura. Situado numa região muito quente, as suas águas podem atingir até 60 graus, causando queimaduras nos animais. Quando o nível da água reduz ainda mais, os animais mortos ficam nas beiradas.

A alta taxa de mortalidade de animais parece não assustar algumas espécies como, por exemplo, os flamingos-pequenos. Eles conseguem sobreviver nessa região e alimentam-se das cianobactérias do lago. A reprodução dos flamingos cresce a cada dia, já que quanto maior a salinidade do lago, maior o número de bactérias, e por consequência, os ninhos de flamingos aumentam na região. Além dessa espécie, as tilápias também ocupam as nascentes de água quente, sendo este um dos poucos animais que conseguem sobreviver e prosperar.

Devido à sua biodiversidade única, a Tanzânia incluiu a bacia do Lago Natron na Lista das Terras Húmidas de Importância Internacional, desde 4 de Julho de 2001.

Fonte: aventurasnahistoria.uol

RUKI
O rio mais escuro da Terra

Mares e rios com as águas turvas chamam a atenção onde quer que estejam. Entre eles há um nome que talvez não seja tão conhecido: o Rio Ruki. Afluente do grandioso rio Congo (Zaire em Angola), o rio Ruki atravessa a República Democrática do Congo. Curiosamente, o Ruki permanecia inexplorado até há pouco tempo, o que impedia os estudiosos de terem uma real dimensão da sua composição química. Mas uma pesquisa publicada recentemente na revista LimnologyandOceanography veio mudar a compreensão acerca das suas águas.

O estudo aponta que o rio Ruki apresenta uma alta concentração de matéria orgânica dissolvida no seu interior. Com 105 quilómetros de comprimento, as suas águas apresentam uma tonalidade escura que supera a observada no rio Negro na Amazónia, Brasil.  A água do rio Ruki é tão escura que, segundo os estudiosos, não se consegue ver a mão à frente do rosto. Comparações com outros grandes rios tropicais sugerem que o Ruki pode ser o rio de águas negras mais escuro da Terra.

Pesquisadores mediram a descarga e o nível de água do rio ao longo de um ano e foi descoberto que a concentração de materiais orgânicos do Ruki é quatro vezes maior que a do rio Congo.

Ao explorar os motivos para essa composição incomum, os estudiosos estabeleceram relação entre o rio e a floresta e descobriram uma série de dinâmicas interessantes e que fornecem explicações: periodicamente, a vegetação é levada pela chuva e conduzida até as águas, o que significa dizer que materiais ricos em carbono presentes na região acabam por ter o mesmo destino. O rio inunda parte da área florestal durante o período das cheias e por essa razão o nível das águas leva semanas a baixar, o que impacta de forma decisiva na concentração de substâncias orgânicas. Ou seja, o material que torna as águas tão escuras tem origem em duas fontes: a vegetação florestal presente no seu entorno e as turfas, resultando na decomposição de vegetais. Ricas em carbono, elas liberam essa substância nas águas entre os meses de Março e Abril, período em que terminam as chuvas mais volumosas.

O material vegetal morto, como não se decompõe, faz do rio um sumidouro de carbono. A emissão de gás carbónico do Ruki é elevada, mas não o suficiente para superar a de outros rios de grande dimensão. Por se tratar de um rio em que o movimento das águas ocorre mais lentamente e o material fica submerso, escapa menos gás carbónico para o ar.

É pelo conjunto de todos esses motivos que a sua preservação, assim como da floresta que o rodeia, que se considera o rio Rukifundamental para a manutenção do equilíbrio ecológico.

Fonte : terra.com

Jornal de Angola

Resgate das peças de arte é um processo

complexo e custa caro

Gil Vieira Jornalista

sábado, 22 de fevereiro de 2025

https://www.pressreader.com/angola/jornal-de-angola/20250222/282359750444267?srsltid=AfmBOopf9NXZf41KCtxDqPoLjRlbHwc8lrQv66bU1Mnt6YCZEz8JZ5v4

Museuafrobrasil

EMANUEL ARAUJO

Estado de São Paulo

EXPOSIÇÃO DE LONGA DURAÇÃO

https://museuafrobrasil.org.br

EXPOSIÇÃO VIRTUAL

https://museuafrobrasil.org.br/exposicao/tour-virtual/#tourvirtual

Alemania acuerda devolver a Nigeria sus “bronces de Benín”

 30 de abril de 2021

Las autoridades alemanas competentes y los museos reunidos en el Grupo de Diálogo de Benín han acordado una hoja de ruta para restituir a Nigeria estas esculturas tradicionales expoliadas durante la época colonial.

En un comunicado difundido este viernes (30.04.2021), la ministra de Cultura alemana, Monika Grütters, calificó la declaración conjunta acordada ayer por el Grupo de Diálogo de Benín sobre la gestión futura de los bronces de Benín en museos alemanes de “hito histórico” en la “responsabilidad histórica y moral de sacar a la luz y abordar el pasado colonial de Alemania”.

El trato que se vaya a dar a los bronces de Benín, que llegaron a Alemania tras ser expoliados por los británicos en 1897 y que el país planea comenzar a restituir, como solicitaba el Gobierno nigeriano, a partir de 2022, “constituye una prueba para ello”, agregó. Grütters se mostró “feliz y agradecida” de que los responsables de los museos alemanes, los ministros regionales de Cultura y representantes del Ministerio de Exteriores acordaran ayer en una reunión virtual “desarrollar una postura consensuada en Alemania para lograr un entendimiento común con la parte nigeriana”.

La cooperación museística, en la agenda política alemana

Lo que se persigue con este acuerdo, precisó, es “la mayor transparencia posible y sobre todo restituciones sustanciales”. “De esta manera queremos contribuir al entendimiento y la reconciliación con los descendientes de las personas que vieron expoliados sus tesoros culturales durante la época colonial”, subrayó. En tanto, el ministro de Exteriores, Heiko Maas, calificó el acuerdo de una hoja de ruta para la restitución de bienes culturales de “punto de inflexión” en la relación del país con su historia colonial.

Agregó que la cuestión de la cooperación museística con África ha pasado a formar parte de la agenda política de Alemania, que ha buscado el diálogo con sus socios nigerianos, los arquitectos y los impulsores del Museo de Benín. Esta previsto que ante del 15 de junio se publique una lista detallada de todos los bronces de Benín en posesión de los museos alemanes, para posteriormente documentarlos y publicar los datos sobre su procedencia.

https://www.dw.com/es/alemania-devolver%C3%A1-a-nigeria-sus-bronces-de-ben%C3%ADn-a-partir-del-a%C3%B1o-que-viene/a-57387258

Tesoros del siglo XVI

Los bronces de Benín figuran entre los objetos más reputados del arte africano. Estas placas, con sus bustos y esculturas de latón fabricadas entre los siglos XVI y XVIII, decoraban el palacio real del Reino de Benín, en lo que es actualmente el suroeste de Nigeria. Se distribuyeron entre varios museos europeos tras el saqueo del país por los británicos a finales del siglo XIX.