DARFUR, SUDÃO, ESTADO DE FOME

O estado de Darfur do Norte, no Sudão, tem como capital El-Fasher. Neste momento encontra-se bloqueada pelas Forças de Apoio Rápido (FAR) no norte e noroeste. Por outro lado, chegaram a esta cidade populações oriundas de Darfur do Sul, capital Nyala, ocupada pelos paramilitares. As Forças Armadas do Sudão, apoiadas por grupos de milicianos tentam resistir a estes avanços das FAR. Os paramilitares, de composição maioritariamente árabe são acusados de fazer limpeza étnica das populações com origem subsariana, tal como fizeram no genocídio de 2003 a 2008.

Actualmente os mortos já chegam a 200 mil. A etnia mais perseguida pelas FAR, é a dos Zaghawa. Os líderes desta população já pediram para o presidente do Chade actuar como mediador. A capital do Norte tem agora 600.000 habitantes e há grande escassez de alimentos e

medicamentos. Muitos habitantes de outras localidades fogem sem destino, sendo dez milhões os deslocados. Os comboios com mantimentos têm que atravessar as zonas ocupadas pelas FAR e levam cerca de 40 dias a fazer os 1.500 a 2 mil quilómetros que

separam a capital de Porto Sudão, no Mar Vermelho, onde chega a ajuda humanitária.

Estado de fome

No norte do Darfur existem 13 acampamentos de refugiados. Chegam notícias do acampamento de Al-Lait de que as pessoas fazem bolas de terra com água, para calar a fome.

Em Darfur Ocidental, os camponeses comem as sementes que plantaram. E na capital, Cartum, habitantes sitiados, com as folhas das árvores para as comerem. Os sudaneses são 50 milhões e calcula-se que 20 milhões estão em “estado de fome”. O “estado de

fome” é definido pela rede de Sistemas de Alerta Precoce contra a Fome (FEWS NET) quando há níveis extremos de desnutrição aguda e mortalidade associada.

As populações fugiram à guerra para o Egipto e a Etiópia, onde há campos com 35.000 refugiados. Neste último país, no campo de Amhara, os enfrentamentos entre milícias locais e as forças federais de Adia Ababa já fizeram 300 mortos.

(fonte: Diálogos do Sul, 2.7.2024)

Sahara occidental, symbole des paradoxes occidentaux

Décembre 11, 2023

Gabrielle Lefèvre

A la RTBF, l’émission Investigation a démontré de manière irréfutable comment le Maroc a mené son autre guerre, celle de la propagande. Il a persuadé son propre peuple que le Sahara est bien marocain. Il a séduit de nombreux représentants politiques, belges et européens, par d’intenses actions de lobbying, généreusement financées, ainsi que l’a révélé le « Quatargate » et le « Marocgate ».

Link : https://www.moroccomail.fr/2023/12/11/sahara-occidental-maroc-polisario-onu-etats-unis-france-espagne-israel-palestine/#google_vignette