Ideias e práticas em trânsito: poderes e resistências em África (séculos XIX-XX)
O presente trabalho foi realizado com apoio da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior – Brasil (CAPES) – Código de Financiamento 001– PPG em História Social da USP e Programa de Pós-Graduação em História da UFMG
Organização: Leila Leite Hernandez e Alexandre Almeida Marcussi
Editora Intermeios
http://www.intermeioscultural.com.br
IDEIAS E PRÁTICAS EM TRÂNSITO
1a edição: setembro de 2020
Editoração eletrónica, produção Intermeios – Casa de Artes e Livros
Revisão Luis Gonzaga Fragoso
Capa Lívia Consentino Lopes Pereira
CONSELHO EDITORIAL
Vincent M. Colapietro (Penn State University)
Daniel Ferrer (ITEM/CNRS)
Lucrécia D’Alessio Ferrara (PUCSP)
Jerusa Pires Ferreira (PUCSP)
Amálio Pinheiro (PUCSP)
Josette Monzani (UFSCar)
Rosemeire Aparecida Scopinho (UFSCar)
Walter Fagundes Morales (UESC/NEPAB)
Izabel Ramos de Abreu Kisil
Jacqueline Ramos (UFS)
Celso Cruz (UFS)
Alessandra Paola Caramori (UFBA)
Claudia Dornbusch (USP)
José Carlos Vilardaga (Unifesp)
Barbara Arisi (Unila)
Nikita Paula (Ancine)
Dados Internacionais de Catalogação na Publicação – CIP
H557 Hernandez, Leila Leite, Org.; Marcussi, Alexandre Almeida, Org. Ideias e práticas em trânsito: poderes e resistências em África (séculos XIX e XX) / Organização de Leila Leite Hernandez e Alexandre Almeida Marcussi. – São Paulo: Intermeios: USP-Programa de Pós-Graduação em História Social, 2020. (Coleção Entr(H)istória).
ISBN 978-65-86255-12-6
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A SELVAGERIA COLONIAL, SOB A FORMA DE “RESPOSTA”
As guerras dos países colonizados provocadas pelos países colonizadores, aparecem sempre como “respostas” a agressões. É o caso actual de Israel que considera a carnificina actual dos palestinianos como uma resposta ao ataque do Hamas a 7 de Outubro 2023.
Foi o caso da Argélia- colonizada pela França em 1830, para lá enviaram centenas de milhares de colonos que ocuparam Terras dos naturais da Argélia. Para os investigadores da Rand, em 1871, um terço da população tinha sido morta. Todas as revoltas foram reprimidas cruelmente.
Depois do final da II Guerra Mundial iniciaram-se manifestações contra o colonialismo e a 8 de Maio em Sétif foi morto um jovem manifestante. A multidão em pânico, mata 21 colonos e depois mais 102, alguns donos das herdades. A administração francesa declarou o estado de urgência e enviou 10.000 soldados para reprimir a rebelião. Incendiaram casas e a aviação bombardeou aldeias. Milhares de argelinos foram obrigados a ajoelharem-se e dizerem em coro: “Somos cães”. Em Guelus, segundo números oficiais franceses foram mortos 1500 pessoas, um quarto da população adulta.
Segundo o New York Times, o final da repressão levou à morte de 17.000 a 20.000 argelinos. Segundo os argelinos foram 45.000, segundo alguns historiadores franceses 6 a 8.000 mortos.
O confronto era imparável. Dez anos mais tarde, em 1955, os argelinos mataram 100 colonos europeus em Philippevilles e como resposta foram mortos imediatamente 12.000 argelinos e no mês que se seguiu um total de 20.000. Sucederam-se revoltas dos argelinos e resposta colonial em cascata, até à independência em 1962.
Fonte: Joseph Massad, 26.3.2024 in Investigation.net
HERANÇAS COLONIAIS NA ÁFRICA
MODERNA: ANÁLISE PÓS-COLONIAL
Gabriela Giannattasio Nobres
Trabalho de Conclusão de Curso apresentado na Universidade Federal do Rio de Janeiro como requisito básico para conclusão do curso de Relações Internacionais e obtenção de diploma e grau em Bacharel em Relações Internacionais.
Orientadora: Flavia Guerra Cavalcanti
Rio de Janeiro – RJ, 2017
RESUMO
«O presente trabalho tem como objetivo analisar as heranças deixadas na África moderna, resultantes do profundo e extenso período de dominação colonial exercido pelos europeus. Essa dominação moldou a África aos interesses das metrópoles ocidentais de forma tão profunda, que perduram até hoje nas sociedades africanas, de diversas maneiras. Além disso, foi permissiva à perpetuação dessa relação assimétrica colonial, resultando no subdesenvolvimento e marginalização da África na contemporaneidade.
Para fundamentar essa análise, baseou-se o estudo na retrospectiva histórica do avanço do colonialismo no período entre a Conferência de Berlim e a Primeira Guerra Mundial, e na releitura da história da África colonial por meio dos estudos pós-coloniais, a fim de dar voz e visibilidade aos colonizados e romper com a história única ocidental.»
https://www.academia.edu/33185120/Heranças_coloniais_na_África_moderna_análise_pós_colonial