
A Guerra Guardada: Fotografias de soldados Portugueses em Angola, Guiné e Moçambique (1961-1974)
Em diálogo com Maria José Lobo Antunes e Inês Ponte, a Confederação montou 3 photo-conversas, acontecidas a partir de 4 fotografias e 3 histórias da Guerra:
🎥 COMO SE FOSSE UM FILHO
🎥 CONTRATO FIRMADO
🎥 ENCONTRO DE FIM DE GUERRA
… disponíveis a partir do dia 05 Fevereiro 2024, no nosso canal de >> Youtube
“A Guerra Guardada” explora colecções pessoais de homens que em tempos foram soldados. A maioria foi recolhida através de entrevistas presenciais no quadro de uma investigação etnográfica em curso no ICS-ULisboa. As restantes estão publicadas em diversos sítios e arquivos da internet. Dispersas um pouco por todo o país, retratam um tempo e um espaço distantes, e mostram uma guerra vivida mas também imaginada. Banais ou extraordinárias, revelam os muitos mundos de uma guerra longa e anacrónica que foi mandada combater pela ditadura
Informações
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A Guerra Guardada. Fotografia de soldados portugueses em Angola, Guiné-Bissau e Moçambique (1961-74)
Autor: Antunes, Maria José Lobo; Ponte, Inês
Data: 2022
Editora: Museu do Aljube. Resistência e Liberdade
A Guerra Guardada 13 de Janeiro a 03 de Abril de 2022 Fotografias de Soldados Portugueses em Angola, Guiné e Moçambique (1961-74)
Durante os anos da guerra, milhares de jovens recrutados para Angola, Guiné-Bissau e Moçambique tiraram fotografias daquilo que os rodeava: os camaradas, os quartéis, as paisagens, o quotidiano, as populações civis, o aparato militar. Estas imagens escaparam à censura do regime, e foram guardadas ou enviadas pelo correio como provas de vida à distância. Alguns destes homens construíram laboratório improvisados, outros acederam a laboratórios oficiais. Vários frequentaram lojas de fotografia que floresceram com a procura gerada pela guerra, muitos compraram e trocaram imagens.
Assim construíram os arquivos fotográficos de que agora mostramos partes.
Cinquenta anos após o início do conflito, algumas coleções de antigos soldados foram destruídas, como se o passado se pudesse apagar nesse gesto. Outras, com o desaparecimento dos seus donos, ficaram órfãs. Muitas sobrevivem ainda, conservadas em álbuns ou em caixas, analógicas ou digitalizadas, e são mostradas em círculos restritos ou partilhadas nas redes sociais.
A Guerra Guardada explora coleções pessoais de homens que em tempos foram soldados.
A maioria foi recolhida através de entrevistas presenciais no quadro de uma investigação etnográfica em curso no ICS-Lisboa.
As restantes estão publicadas em diversos sítios e arquivos da internet. Dispersas um pouco por todo o país, retratam um tempo e um espaço distantes, e mostram uma guerra vivida mas também imaginada. Banais ou extraordinárias, revelam os muitos mundos de uma guerra longa e anacrónica que foi mandada combater pela ditadura. Que possam provocar diálogos em democracia . Curadoras Maria José Lobo Antunes e Inês Ponte
URI: https://repositorio.ul.pt/handle/10451/56675
Versão do Editor: https://www.museudoaljube.pt/expo/a-guerra-guardada/