Mulheres
Inspirado na deriva do texto da Antígona da Grécia Antiga,
projectada em grande écran no
novo CAM em exposição organizada por Leonor Antunes,
Outubro 2024.
Enterrámos o Colonialismo? Está morto e enterrado? Ou temos
que destapar os panos pretos
que o tapam? Debaixo deles estão mulheres. Mulheres de pele
castanha. O colonialismo está
mal enterrado. Não se disse tudo sobre as mulheres.
Dizer que o colonialismo foi um crime histórico é homogeneizar. Há
muitas formas de colonialismo e a sua expressão em relação
àquelas mulheres de pele castanha é a pior.
Usou o corpo, entrou no corpo, reproduziu-se. Chegou a
fotografar e medir a entrada do corpo. Humilhou. Violentou.
Chamou-lhes “Prêta!”.
Porque preto é o escuro, a noite mais escura, o mêdo. O outro
lado da luz. É preciso destapar os panos pretos que tapam o
corpo do irmão de Antígona. Das irmãs de Antígona. Não
chega dizer as MULHERES e os HOMENS. Porque entre as
mulheres estão as humilhadas e enterradas e é
preciso pô-las de pé. E mostrá-las. Entre os homens está o
oculto filho do rei e querem enterrá-
lo sem o honrar e mostrar à Cidade. A Antígona está à espera,
erguida e combativa. Ela e as
mulheres de pele castanha destapam o oculto.
E têm voz milhares de anos depois
Nzinga Mbandi


Faith Ringgold, révoltée de l’art américain, est morte à l’âge de 93 ans
L’artiste afro-américaine célébrée sur le tard, qui fit de la couleur de peau et de son sexe la matière de son œuvre, est morte le 13 avril 2024 à 93 ans.
Par Philippe Dagen
(A leitura do artigo é reservada aos assinantes do jornal Le Monde)
A artista afro-americana Faith Ringgold morreu na sua casa em Englewood, Nova Jersey, aos 93 anos. A sua obra e a sua vida são exemplares, pela abundância e pela sua imensa criatividade, e, igualmente, pelos obstáculos que teve de ultrapassar no mundo da arte, pela cor da sua pele e pelo facto de ser mulher.
Harriet Tubman – L’histoire d’une femme courageuse et de la responsabilité envers les autres
28.11.21 – Chris Hoellriegl
(Artigo também disponível em alemão)
Harriet Tubman, a escrava que depois de ter fugido de Baltimore para Filadelfia quando se apercebe que vai ser vendida, faz a sua primeira viagem de regresso a Baltimore, Maryland, para resgatar o marido, os pais e irmãos. É a primeira de mais de uma dezena de viagens, progressivamente mais perigosas, em que consegue conduzir para a liberdade cerca de 300 pessoas negras escravizadas. É conhecida pela Moisés do seu povo.
Texto integral:
BOAS NOTÍCIAS NO SENEGAL
Na aldeia do Diagho, em Casamansa, no sul do Senegal há uma quinta, onde as mulheres fazem algo de novo e bom. Há zonas de cultivo de legumes, no meio da floresta, rodeadas de uma rede de protecção. Esta prática “agroflorestal” parece ser uma aposta no futuro. Estes “jardins” são cultivados por 300 mulheres em sete aldeias, organizadas num projecto intitulado “Iguais” apoiado por uma ONG francesa; a Fondem.
Em Casamansa as empresas privadas multiplicam os projectos de eletricidade por captação solar e formou-se uma comissão para gestão da electrificação comum. Os painéis solares estão também ligados a bombas de extracção de água para regar as plantas. As mulheres que trabalhavam dentro de água na colheita do arroz passaram a cultivar estas hortas e cada uma toma conta de cinco parcelas: duas, para si própria e três para venda no mercado.
(Fonte : Caroline Celle, 29.2.2024, Il faut tuer Tina, pressenza, 2.3.2024)
https://www.pressenza.com/fr/2024/03/bonnes-nouvelles-tina-mars-2024/
As mulheres e meninas estão expostas a índices de violência sexual, abusos e tortura sem precedentes em condições de guerra. O estupro e a violência sexual são frequentemente usados deliberadamente como armas de guerra. Por isso, o tráfico sexual e a escravidão podem se tornar o pão de cada dia para elas
REFERÊNCIA
Violência sexual, perda de direitos, invisibilidade: o impacto das guerras no corpo feminino
Diálogos do Sul Global
Tradução:
Guilherme Ribeiro
19 de junho é o Dia Internacional para a Eliminação da Violência Sexual em Conflitos, um lembrete de como mulheres e dissidências sexuais são impactas nos conflitos armados
Entrevista a Graça Machel
18 de Junho de 2024
Graça Machel defende desmantelamento de organizações que oprimem mulheres
«Em Moçambique, de acordo com Graça Machel, existe organizações que oprimem mulheres o que, de certa forma, limita o seu desenvolvimento. No entender de Machel, estas organizações devem ser desmanteladas, tendo ainda defendido que urge a necessidade das pessoas mudarem de mentalidade com vista a valorizar a mulher.»
https://integritymagazine.co.mz/arquivos/27981
Gotas de sangue (de Gaza) em crochet

Um grupo de jovens mulheres vai colocar-se todas as 4afs em frente da embaixada de Israel
Trabalho feminino não é a mesma coisa que trabalho doméstico.