Movimentos de Libertação

Em África, no seculo XIX, a exploração do trabalho escravo foi
substituída pelo trabalho dos habitantes locais. A par da
exploração do trabalho. foi objetivo dos impérios europeus
ocupar espaço geográfico para a exploração mineira e para a
agricultura. Para tal, invadiram pelas armas e ocuparam espaços
extensos em África. A primeira movimentação contra os
europeus foi a resistência à ocupação, com os meios armados de
que dispunham. Tratava-se da Colonização portuguesa e a
invasão foi designada por “Campanhas de Pacificação”. A
conferencia de Berlim repartiu África a régua e esquadro e criou
países artificialmente que, ao fim de um século e de várias
gerações, acabaram por se constituírem como nações e ser a
base de cada um dos movimentos de libertação. Logo no início
do sec. XX, em Portugal, houve expressões intelectuais de
“afirmação negra”. A conferência de Bandung, em 1957, foi o
ponto de partida para os movimentos anticoloniais que se
desenvolveram nas várias colónias portuguesas, com formação
de movimentos e algum tempo depois de luta armada. Nas
colónias portuguesas o processo levou à guerra colonial e
finalmente à independência das colónias em 1974/75.

Le CArCoB est un centre d’archives privées conservant et mettant à disposition du public des documents ayant trait à l’histoire du communisme, du pacifisme, de la solidarité internationale et de lutte contre le colonialisme et l’apartheid en Belgique.
Le fonds de Paulette et Paul-Louis Pierson-Mathy (Comité Contre le Colonialisme et l’Apartheid – CCCA, Comité Afrique Australe – CAA)
Centre des archives communistes, pacifistes, de solidarité internationale et de lutte contre le colonialisme et l’apartheid, en Belgique (CArCoB)
CArCoB Adresse : rue de la Caserne 33 – 1000 Bruxelles – Belgique, tél. 00 32 (2) 513 15 83 et 00 32 (2) 513 61 99
Horaire : du lundi au vendredi de 9h30h à 17h
Juriste spécialisée en droit international et professeur émérite de l’Université Libre de Bruxelles (ULB), Paulette Pierson-Mathy (1932- ) obtient son diplôme de docteur en droit en 1956. En 1964, alors employée par l’Institut royal des relations internationales, elle publie « La politique raciale de la République d’Afrique du Sud » 1. Comme le souligne Le Monde Diplomatique à l’époque, il constitue « l’un des rares ouvrages en langue française à traiter avec précision des conditions de vie des Africains dans la République sud-africaine » 2. Selon les mots de Paulette Pierson-Mathy elle-même, il s’agira d’une véritable carte de visite qui facilitera le tissage de liens dans les milieux anticolonialistes et anti-apartheid. Trois ans plus tard, elle regagne l’ULB. Elle y est nommée chercheuse au Centre de Droit international et au Centre d’études africaines, où elle dispense également des cours.
C’est à la suite de contacts établis à Alger en 1968 avec l’African National Congress (ANC), qu’elle fonde le Comité Contre le Colonialisme et l’Apartheid (CCCA), dont le but est de soutenir les mouvements de libération et anti-apartheid à travers le monde, en se focalisant particulièrement sur la région du Sud-Ouest de l’Afrique. Ce n’est effectivement pas un hasard si, en 1994 lorsqu’il change de nom, le comité devient « Comité Afrique Australe (CAA) ». Au cours de cette période, pour satisfaire à la mission qu’elle s’est donnée, Paulette Pierson-Mathy déploie une intense activité : elle réalise des études, organise des conférences qui rassemblent d’éminentes personnalités politiques issues des quatre coins du monde et collabore à de nombreuses campagnes initiées à l’échelle nationale ou internationale. Cette activité, particulièrement intense dans les années 1970 à 1990, cesse progressivement au cours des années 2000. Pendant cette période, Paulette Pierson-Mathy, peut compter sur le soutien indéfectible de son mari sans qui, selon ses propres mots, « tout cela aurait été impossible ».

Photographie prise dans le jardin de Paulette Pierson-Mathy, de gauche à droite : François Houtart, Joachim Pinto de Andrade, Agostinho Neto et Paulette Pierson-Mathy, 1974, Fondation Agostinho Neto.
Les archives que laisse le comité lui ont été conservées dans leur intégralité. Témoins d’une vie bien agitée, elles couvrent un volume considérable qui atteint environ 190 mètres linéaires. Le CArCoB, qui poursuit la récolte de ce fonds depuis 2016 dispose, pour le moment, de 80,4 mètres linéaires, consultables sur demande. Les archives concernent principalement les activités du comité. On y trouve : les études du comité, l’organisation de conférences et de débats et la prise de parole lors de ces événements publics, la participation aux réunions d’une myriade d’autres comités de solidarité belges et internationaux, ainsi qu’à des commissions d’enquête mandatées par les Nations Unies. Il faut mentionner également l’incontournable correspondance qu’échange le comité avec les mouvements de libération et de lutte contre l’apartheid, ainsi que la volumineuse documentation qui émane de ces diverses organisations issues du Moyen-Orient, d’Amérique latine, d’Europe, d’Asie et surtout d’Afrique

Affiche du SWAPO célébrant le onzième anniversaire du Parti et sa lutte armée pour libérer la Namibie, 1977, Fonds de Paulette et Paul-Louis Pierson-Mathy (CCCA).
Nous ne pouvons que conseiller la consultation de ce fonds qui constitue une source exceptionnelle en Belgique pour quiconque s’intéresse à la lutte contre l’apartheid et le colonialisme, mais aussi à la solidarité internationale, à l’accès à l’indépendance par la lutte armée et au processus de décolonisation.
– François Belot
Références
- Pierson-Mathy, Paulette, « La politique raciale de la République d’Afrique du Sud », dans Chronique de politique étrangère, vol. XVII, n° 3-5 (Bruxelles : Institut royal des relations internationales, 1964).
- Le Monde Diplomatique, février 1965, p.13
Mededelingenblad van de Belgische Vereniging voor Nieuwste Geschiedenis
Bulletin d’Information de l’Association Belge d’Histoire Contemporaine
AS “VÁRIAS” FRELIMO – Datas e contextos marcantes das diferentes ideologias e práticas da Frente de Libertação de Moçambique.
Eduardo Medeiros
Sumário
1. Da fundação ao IIº Congresso (1962-19…)
A fantasia histórica da fusão dos movimentos nacionalistas pré-existentes
(Udenamo, Unamo e Unami)
Os «originários»
2. Do IIº Congresso à morte de Mondlane
«a facção dos “originários”»
3. Da morte de Mondlane a Samora Machel (29/09/1933-19/10/1986)
4. De 1975 a 1977
No seu IIIº Congresso, … a FRELIMO adopta a designação de Partido Marxista-Leninista.
5. De 1976/77 a 1989
A facção MNR e «originários» da Frelimo
Início da Guerra Civil
Morte de Samora (19 de Outubro de 1986)
Joaquim Chissano é indigitado pelos seus pares Presidente da República e do Partido.
6. De 1989 aos Acordos de Paz, 1992.
O Vº Congresso da FRELIMO, em 1989, abandona a designação marxista-
leninista.
1992. Acordos de Paz entre a FRELIMO e a RENAMO, em Roma.
aos acordos de Bresten Wood
1994. primeiras eleições presidenciais e legislativas
2000. Promulgado o Dec. 15/2000 que «estabelece as formas de articulação entre os órgãos locais do Estado e as autoridades comunitárias»
2003. Promulgado o Dec. 8/2003 que «estabelece princípios e normas de
organização, competências e funcionamento dos órgãos locais»
7. Da Frelimo de Guebuza
Durante 18 anos Joaquim Chissano condenou pura e simplesmente a imagem de
Samora ao ostracismo
Guebuza foi mais longe. Renovou o Estado de Corruptos em nome de uma
«burguesia nacional»
8. Depois de Guebuza…

« Nous savons très bien que notre liberté est incomplète sans celles des Palestiniens » disait Nelson Mandela em 1997 à l´occasion du 20e anniversaire de la journée internationale de solidarité avec le peuple palestinien

Retratos com história.
Inauguração da Casa dos Estudantes do Império em Lisboa.
Ao centro, Marcelo Caetano. Entre muitos não identificados, Sócrates Dáskalos (segundo na primeira fila) e Lúcio Lara (duas filas atrás de Caetano).
Fonte: Associação Tchiweka.
A Casa dos Estudantes do Império (CEI) foi uma instituição fundada em 1944, em Lisboa, pelo regime colonial português. Servia como residência e centro de convívio para jovens vindos das colónias para estudar nas universidades da metrópole.
Embora tenha sido criada pelo Estado Novo para promover a ideologia imperial e formar uma elite administrativa fiel ao regime, a CEI tornou-se um importante foco de agitação anticolonialista e o berço de muitos líderes que viriam a lutar pela independência de Angola, Moçambique, Guiné-Bissau, Cabo Verde e São Tomé e Príncipe. *
- PUBLICAÇÃO DE AQUI E AGORA
Casa dos Estudantes do Império. Catálogo da exposição Casa dos Estudantes do Império: Um farol de liberdade

Versão integral:

Retratos com história.
Casa dos Estudantes do Império de Coimbra (1952).
De pé, Campos Dias, Figueira Forte Faria, Lúcio Lara, Agostinho Neto, agachados, Carlos Mac Mahon V. Pereira e Campino
Font: Associação Tchiweka de Documentação – Arquivo Lúcio Lara
Os movimentos de libertação em Angola e a criação das Forças Armadas Angolanas: contributos da ideologia política
Luís Manuel Brás Bernardino
Tempo & Argumento
e-issn 2175-1803
Resumo. Tão importante como caracterizar umas Forças Armadas de um Estado no presente, e projetar o seu futuro, tendo com base a sua liderança, capacidades militares, valências técnicas, táticas e tecnologia, e obviamente a sua condição de operacionalidade, importa olhar para o seu passado e ver que influencias tiveram, donde deriva a sua ideologia política, que História está na sua génese e que representam no seu íntimo nacionalista. Este artigo resume e procura identificar, de uma forma cronológica e matricial, todos os possíveis fatores que contribuíram ao longo da História de Angola, centrada nos Movimentos de Libertação para a criação das Forças Armadas Angolanas e como constituem para a matriz identitária do Estado Angolano e do Povo de Angola. Palavras-chave: Angola; movimentos de libertação; Forças Armadas Angolanas; segurança e defesa.
Luís Manuel Brás Bernardino
Doutor em Relações Internacionais pelo Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas da Universidade de Lisboa (ISCSP-UL).
Coronel do Exército, professor no Departamento de Estudos Pós-Graduados e Investigador no Centro de Investigação e Desenvolvimento do Instituto Universitário Militar (CIDIUM).
Investigador no Instituto Universitário de Lisboa (ISCTE-IUL), Centro de Estudos Internacionais (CEI). Lisboa – PORTUGAL
cei.iscte-iul.pt/equipa/luis-bernardino/ bernardino.lmb@hotmail.com orcid.org/0000-0002-3858-0261

Charte de la liberté reproduite sur un mur du palais de justice de Pretoria.
Viriato da Cruz: O Arquiteto e Pai do MPLA
Muitos conhecem a história, mas poucos falam do homem que desenhou o início de tudo. Viriato da Cruz foi a mente brilhante por trás da fundação do MPLA.
O Jovem visionário com apenas 27 anos, escreveu em Luanda o manifesto que deu origem ao movimento de libertação.
Foi ele quem, entre 25 e 30 de janeiro de 1960, na Conferência de Tunes (Tunísia), deu oficialmente o nome de MPLA ao movimento.
Por divergências políticas com Agostinho Neto, foi afastado da liderança em 1963. Passou pela FNLA entre 1963 e 1965, mas acabou por se desiludir e abandonar a militância activa.
Morreu no exílio em Pequim, na China, a 13 de junho de 1973. Partiu sem ver a independência da terra pela qual tanto lutou.
Viriato da Cruz não foi apenas um político, foi o intelectual que deu nome e alma à nossa luta.
Honrar a sua memória é conhecer a nossa história!
Perfeito Massamba

Carta de Liberdade do ANC – 1955
A Carta da Liberdade adotada em Kliptown em 26 de junho de 1955 por um congresso que reuniu todos aqueles que queriam pôr fim ao sistema de apartheid, continua a ser o documento de referência para a transformação da sociedade sul-africana. O Congresso do Povo reuniu representantes do ANC, do Congresso indiano, do Congresso de Cor, do Congresso Democrático Branco e do Congresso Sindical.