Movimentos de Libertação

Em África, no seculo XIX, a exploração do trabalho escravo foi
substituída pelo trabalho dos habitantes locais. A par da
exploração do trabalho. foi objetivo dos impérios europeus
ocupar espaço geográfico para a exploração mineira e para a
agricultura. Para tal, invadiram pelas armas e ocuparam espaços
extensos em África. A primeira movimentação contra os
europeus foi a resistência à ocupação, com os meios armados de
que dispunham. Tratava-se da Colonização portuguesa e a
invasão foi designada por “Campanhas de Pacificação”. A
conferencia de Berlim repartiu África a régua e esquadro e criou
países artificialmente que, ao fim de um século e de várias
gerações, acabaram por se constituírem como nações e ser a
base de cada um dos movimentos de libertação. Logo no início
do sec. XX, em Portugal, houve expressões intelectuais de
“afirmação negra”. A conferência de Bandung, em 1957, foi o
ponto de partida para os movimentos anticoloniais que se
desenvolveram nas várias colónias portuguesas, com formação
de movimentos e algum tempo depois de luta armada. Nas
colónias portuguesas o processo levou à guerra colonial e
finalmente à independência das colónias em 1974/75.