Resumo: O Abolicionismo, de Joaquim Nabuco
Daniel de Oliveira Vasconcelos
E-mail: daniel.vas2@gmail.com
NABUCO, Joaquim. O Abolicionismo. Brasília: Senado Federal, 2003
A obra de Joaquim Nabuco, “O Abolicionismo” (1883), resgata um debate vívido e crescente ao seu tempo, ao qual revela traços de uma sociedade brasileira que perduraram entre os séculos de colonização e as primeiras décadas da monarquia em frente confronto com ideias e ideais de liberdade e dignidade humanas. A instituição da escravidão é, porquanto, marca de práticas e condutas sociais e políticas da história brasileira, sendo aquela naturalizada e enraizada de forma tal que a estratificação do povo brasileiro se fez de modo irreversível para parcela considerável, a população negra. Dessa forma, Joaquim Nabuco procura discorrer sobre a pertinência do movimento abolicionista como única empresa viável para a verdadeira socialização do negro – escravo e ex-escravo – na sociedade brasileira.
Escravidão, fronteira e liberdade: políticas de domínio, trabalho e luta em um contexto produtivo agropecuário
(vila da Cruz Alta, província do Rio Grande de São Pedro, 1834-1884)
Thiago Leitão de Araújo
Dissertação apresentada em 20 de novembro de 2008 como requisito parcial para a obtenção do título de Mestre em História pelo Programa de Pós-Graduação em História da Universidade Federal do Rio Grande do Sul.
Orientadora: Profa. Dra. Regina Célia Lima Xavier
Porto Alegre, RS.
2008
Universidade Federal do Rio Grande do Sul
Instituto de Filosofia e Ciências Humanas
Programa de Pós-Graduação em História
Curso de Mestrado
Texto integral:
https://www.academia.edu/3200477/Escravidão_fronteira_e_liberdade_políticas_de_domínio_trabalho_e_luta_em_u
m_contexto_produtivo_agropecuário_Vila_da_Cruz_Alta_Província_do_Rio_Gr
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Abolicionismo e visões de liberdade
Cláudia Regina Andrade dos Santos
«Neste artigo, o tema “abolição e abolicionismo” será tratado a partir de dois aspectos principais: a visão de liberdade dos escravos e os projetos sociais de inclusão do liberto na sociedade pós-escravista…»
Revista do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro. Ano 168, n. 436, 2007, pp. 319-334.
Ave, Libertas: abolicionismos e luta pela liberdade em Minas Gerais na última década da escravidão
LUIZ GUSTAVO SANTOS COTA
Tese apresentada ao Programa de Pós-Graduação em História Social da Universidade Federal Fluminense, como requisito parcial para a obtenção do título de Doutor em História Social.
Texto integral:
https://www.academia.edu/4479901/Ave_Libertas_abolicionismos_e_luta_pela_liberdade_em_Minas_Gerais_na_últi
ma_década_da_escravidão?email_work_card=title

Fabio Pichinin
Histórica – Revista Eletrônica do Arquivo Público do Estado de São Paulo, nº 61, maio 2014
A REVISTA ONLINE DO ARQUIVO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO
https://www.academia.edu/7128801/Historica61?email_work_card=thumbnail
Escravidão, Abolição e Pós-Abolição no Ceará: sobre histórias, memórias e narrativas dos últimos escravos e seus descendentes no Sertão cearense
Paulo Henrique de Souza Martins
Dissertação apresentada ao Programa de Pós-Graduação em História da UFF, sob orientação da Profa. Dra. Hebe Mattos, como requisito parcial para obtenção do Título de Mestre
Niterói, maio de 2012
Universidade Federal Fluminense – UFF
Instituto de Ciências Humanas e Filosofia – ICHF
Área de História
Programa de Pós-Graduação em História – PPGH
Texto integral:
https://www.academia.edu/7057748/Escravidão_Abolição_e_Pós_Abolição_no_Ceará?email_work_card=title
O Abolicionismo, de Joaquim Nabuco
pikachu rankamaruku
«O ABOLICIONISMO Joaquim Nabuco PREFÁCIO Já existe, felizmente, em nosso país, uma consciência nacional-em formação, é certo-que vai introduzindo o elemento da dignidade humana em nossa legislação, e para a qual a escravidão, apesar de hereditária, é uma verdadeira mancha de Caim que o Brasil traz na fronte. Essa consciência, que está temperando a nossa alma, e há de por fim humanizá-la, resulta da mistura de duas correntes diversas: o arrependimento dos descendentes de senhores, e a afinidade de sofrimento dos herdeiros de escravos. Não tenho, portanto, medo de que o presente volume não encontre o acolhimento que eu espero por parte de um número bastante considerável de compatriotas meus, a saber: os que sentem a dor do escravo como se fora própria e, ainda mais, como parte de uma dor maior-a do Brasil, ultrajado e humilhado; os que têm a altivez de pensar e a coragem de aceitar as consequências desse pensamento-que a pátria, como a mãe, quando não existe para os filhos mais infelizes, não existe para os mais dignos; aqueles para quem a escravidão, degradação sistemática da natureza humana por interesses mercenários e egoístas, se não é infamante para o homem educado e feliz que a inflige, não pode sê-lo para o ente desfigurado e oprimido que a sofre; por fim, os que conhecem as influências sobre o nosso país daquela instituição no passado, e, no presente, o seu custo ruinoso, e preveem os feitos de sua continuação indefinida. …»
Fonte: NABUCO, Joaquim. O abolicionismo. São Paulo: Publifolha, 2000. (Grandes nomes do pensamento brasileiro da Folha de São Paulo).
Texto proveniente de: A Biblioteca Virtual do Estudante Brasileiro
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A Escola do Futuro da Universidade de São Paulo
Permitido o uso apenas para fins educacionais.
Texto-base digitalizado por: Sérgio Simonato – Campinas/SP
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