Colonialismo

O movimento abolicionista da escravatura, no século XIX, aboliu de
facto a situação de pessoas legalmente e administrativamente
escravizadas, mas iniciou-se outra forma de exploração do trabalho,
dentro de África, na América Latina e na Ásia. Os poderes europeus
passaram a ocupar territórios desses continentes e a explorar
directamente o solo e a mão de obra dos seus habitantes. Foi o
período áureo das colónias.
A Conferência de Berlim decorreu de 15 de Novembro de 1884 a 26
de Fevereiro de 1885. Foi dirigida pelo chanceler Bismarck da
Alemanha e estiveram presentes 14 Países. Os EUA, embora não
tivessem colónias em África foram convidados. À Alemanha, que
também não tinha colónias em África, foi entregue o Sudoeste
africano (Namíbia)
África foi dividida a régua e esquadro, com especial atenção ao
percurso do rio Zaire e à região do Congo, que foi dividida por três
países: Congo Leopoldville (Bélgica),Congo Brazaville
(França),Congo-Angola (Portugal).A posse foi iniciada pelas
“guerras de pacificação”, isto é, invasão e conquistas armadas dos
territórios. Seguidas de colonização por colonos de cada país. A
Sociedade das Nações, já no séc XX, declarou “confiar o destino
desses povos às nações desenvolvidas”, dada a superioridade dos
europeus e a incapacidade desses povos a tomarem conta de si
próprios. Foi a doutrina oficial da Administração portuguesa até
1974/75.
A Portugal foram atribuídas as colónias africanas de Angola, Cabo-
Verde, Guiné, Moçambique e São Tomé e Príncipe. Manteve na
Índia Goa, Damão e Diu. Também na Ásia Macau. O Brasil passara
de colónia a Estado independente.
A geografia retalhada deste continente deu lugar a muita
acumulação de capital na Europa e depois a movimentos de
independência e guerras durante o século XX, tendo sido as
colónias portuguesas as últimas a tornarem-se independentes em
1974/75.
As guerras de partilha dos interesses europeus e asiáticos, duram,
no entanto, ate aos nossos dias.