Emigração de Portugal para África

A emigração portuguesa para África, particularmente para Angola e
Moçambique, foi particularmente importante entre 1940 e 1950.
Nos anos 40, o regime de Salazar reforçou a ideia de que Portugal não era um
país pequeno, mas uma nação pluricontinental. Com o fim da Segunda Guerra
Mundial, enquanto outras potências europeias iniciavam a descolonização,
Portugal fez o caminho inverso, tentando “aportuguesar” os territórios africanos
através do povoamento europeu.
A década de 50 foi marcada por um crescimento económico acelerado em
Angola e Moçambique, impulsionado pela exportação de matérias-primas
(como café, sisal e algodão). Cidades como Luanda e Lourenço Marques (atual
Maputo) modernizaram-se, oferecendo um estilo de vida que, para muitos, era
superior ao da metrópole.
Os colonos chegados da metrópole ocupavam os cargos de maior prestígio e o
comércio, enquanto a população africana era sujeita ao regime do “indigenato”
e ao trabalho forçado.